the never ending cheesecake adventure

Sempre que eu viajo acho que, por fim, já provei tudo o que deveria ter provado em matéria de cheesecake. Mas a cada vez que eu piso em uma nova cidade, ou piso na mesma cidade uma nova vez, meu “radar” para cheesecakes é ativado novamente e a aventura recomeça.

Neste último mês fui para Paris comemorar os 40 anos do Roger, o famoso Roger, o que deu origem a toda essa história. Fui pensando em brioches, croissants, savarins, tarte tatins (macarons não, que não são exatamente meu tipo de doce)… e acabei provando todos os tipos de cheesecake que encontrei pela frente.

Teve cheesecake “à moda russa”, degustado de madrugada em um arroubo de insônia na cidade luz, comprado no Puchkine da Printemps. Teve cheesecake franco-japonês, teve cheesecake de supermercado, teve até cheesecake não degustado.

Vamos ao primeiro

A Puchkine talvez seja a confeitaria mais luxuosa, glamourosa, sofisticada, incrível, que eu já tenha colocado os meus pés (e olha que entrei apenas no “quiosque” parisiense e não na matriz russa). Entrei lá só para ver e acabei comendo a melhor bomba (éclair), recheada com caramel au beurre salé. Voltei no outro dia para comer outros três doces, igualmente incríveis, e levar o cheesecake pro hotel.

O cheesecake russo-francês tem uma base de biscoito de avelãs, com creme de queijo perfumado com sgouchonka. Sgouoque???. Eu provei, mas ainda assim fiquei sem saber o que era exatamente essa iguaria russa. O gosto era de especiarias, mas a maioria dos lugares, inclusive a plaquinha que descrevia o doce , explica que se trata de um  ”cofiture de lait russe” – um “leite condensado caramelizado” ou um “doce de leite russo”. Bem massudo mas bem gostoso, com o toque de avelã ressaltando na boca. Mas confesso que ainda fiquei com a “explosiva” bomba de caramelo na cabeça…

O cheesecake não comido, estava em uma vitrine no caminho do museu D’Orsay. Era hora do almoço e a patisserie estava lotada de gente garantindo a sua comidinha. Me contentei em tirar a foto do Cheesecake de Jean-Louis :)

O cheesecake de supermercado não era francês e sim inglês. Vinha em um potinho (!!!) com tampa de alumínio e decepcionou, tanto no sabor quanto na textura. Mas eu amei a embalagem e fiquei sonhando com o dia em que um xcake no pote for parar na prateleira de um supermercado por aí :) Adorei também o “supermercado” – mais pra “empório refinado” – La Grande Epicerie de Paris, cheio de coisas lindas, doces, saborosas, de todos os cantos desse mundo.

Por fim veio o cheesecake nipo-francês. No meu último dia de Paris descobri que uma amiga da minha melhor amiga, que também faz doces, estava na cidade. Eu recomendei que ela fosse ao Puchkine e ela me disse que eu ti-nha-que-ir-no-sadaharu-aoki. E ainda bem que ela me fez essa recomendação. Eu estava feliz em descobrir um confeiteiro japonês em Paris, já que os japoneses são apaixonados pela confeitaria francesa e levam essa arte à máxima perfeição! Andamos bastante para chegar a uma das lojas do Sadaharu (que também tem lojas em Tokyo e outras cidades do Japão) mas nos esbaldamos quando chegamos lá.

Além de ter um delicadíssimo cheesecake, ao perfume de limão, a confeitaria oferecia os mais lindos e coloridos macarrons e, melhor que isso!, bombons de macarron. Macarron de chocolate, de amêndoas, de blueberry, mas também de matcha, yuzu, azuki e outros sabores 100% japoneses.

E eu agora fico pensando em todos os doces que eu deixei de provar quando estava lá…

E assim, com sotaque japonês, se encerrou mais uma aventura cheia de queijo, creme e açúcar. Cheia de alegria e muitas boas novas ideias também! :)

 

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26.10.11 | por | Comente

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